Situada a quase 700m acima do nível do mar, a 47 km de São Carlos, a pequena estância climática de Analândia abriga monumentos naturais que lhe conferem vocação forte para o turismo ecológico. A cidade tem cerca de 3.500 habitantes. A região é freqüentada por praticantes de escaladas, canyoning, bóia-cross, exploração de cavernas, vôo livre e caminhadas, modalidades cujo potencial ainda pode ser melhor desenvolvido no município.
Reflexão – Plena de lugares que favorecem a proximidade com a natureza, cada dia mais procurada pelas pessoas, Analândia, que começou com o nome de Cuscuzeiro pela forma característica do pico que marca a paisagem próximo da cidade, reserva para o visitante um espaço e um tempo que favorecem a reflexão. A paz do cotidiano dessa cidade que um dia também se chamou Anápolis, porque sua padroeira é Sant’Ana, contribui para ampliar a percepção de outras formas possíveis de se viver, justificando muitas vezes a fama de lugar “mágico” que tem. Como Anápolis, Analândia granjeou notoriedade nacional pelo excelente café que produzia. Diz-se que o “estância climática” foi aposto ao nome para diferenciá-la de municípios homônimos, mas quem conhece sua atmosfera discorda.
Construções coloniais e do tempo do café- Na cidade também podem ser apreciadas algumas atrações que não derivam da natureza, como a casa da família Toniolo, que pertenceu ao Barão de Araraquara, e o prédio da delegacia de polícia, ambas de arquitetura colonial. E a igreja Matriz de Sant’Ana, localizada na Praça dos Expedicionários e cuja construção iniciou-se em 1892. Interessante também é a antiga Estação Ferroviária, originalmente construída pela Companhia Paulista de Estrada de Ferro. Restaurada por particulares, ela serviu à cidade, então chamada Anápolis, no período áureo do café. Podem ser vistas uma "Maria Fumaça" e a casa do chefe da estação, que é um vagão original que circulava no ramal.
Lenda – Uma história preservada pelos moradores mais antigos de Analândia relaciona a estrada de ferro, o bambuzal que pode ser visto no topo do Cuscuzeiro e D. Pedro II. Segundo a lenda, o imperador passaria pela região, pela estrada de ferro. Para impressioná-lo, um fazendeiro mandou hastear no Pico do Cuscuzeiro a bandeira do Império. O único mastro que se conseguiu para fincar no topo do pico, segundo se diz, era de bambu. Teria sido esse mastro de bambu que brotou, formando o pequeno bambuzal que pode ser avistado ainda hoje no topo da pedra.

Turistas se encantam com as cachoeiras de Analândia
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Alguns espetáculos de difícil acesso - Cachoeira da Bocaina: queda de 45 m com piscina natural, imersa no meio da mata, próxima da cidade, na mesma estrada que sobe a Serra do Cuscuzeiro.
Não babe: a vista é de cima para baixo – é o Canyon da Bocaina. Para chegar até embaixo há uma trilha que se leva mais ou menos 15 minutos para percorrer. Há no município, ainda, outras atrações ligadas ou derivadas da ação da água, como a cachoeira da Pedra Vermelha, que fica no fundo do Canyon da Fazenda Pedra Vermelha. Atração extra: a propriedade tem construções do meio do século XIX, feitas com blocos de rocha.
Ainda a água – Dentro desse tipo de espetáculo natural, há ainda a Cachoeira do Canyon do Feijão, de difícil acesso. Poucas pessoas chegam até ela, embora sua queda, com a água despencando de 30m sem tocar a rocha, atraia muita gente. É preciso percorrer-se o canyon junto às paredes rochosas do lado direito, depois entrar em uma trilha na mata para chegar-se à cachoeira. A água cai formando um gigantesco chuveiro. Para os adeptos, a trilha também pode ser feita de mountain bike.
A cidade tem uma churrascaria ao pé de cachoeira - Parece impossível que em pleno século 21, no ultra desenvolvido ecultivado interior paulista possam co-existir natureza tão preservada e conforto urbano. Mas a queda d'água do Salto Major Levy, de 25 m, localizada no rio Corumbataí, na entrada da cidade, e também considerada um dos cartões de visita da cidade, o desmente: no local, além uma área para observação, há um restaurante-churrascaria com toda infra-estrutura. E rio acima, próximo, para os adeptos, outra pequena cachoeira, o Saltinho, que mais que pela beleza, encanta pela tranqüilidade que transmite.
Banhos de sol – Para os visitantes que preferem a saudável prática da caminhada aos esportes radicais, Analândia também reserva programas prazeirosos. O Parque Ecológico da Ponte Amarela é uma reserva com área de 15 mil quadrados, a cinco minutos do centro da cidade, cuja variada vegetação nativa preservada, que o visitante pode contemplar, foi 100% identificada e catalogada por especialistas da Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro.
Detalhe: na entrada do parque, uma cachoeira muito bonita, formada pelo córrego da Olaria, curso d’água que flui sobre rochas, compõe um sítio ideal para se tomar banho de sol.

Cachoeira Bocaina, ponto turístico mais visitado
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Cidade de córregos de água absolutamente limpa - Importantes bacias regionais como a do rio Corumbatai e do córrego do Feijão, entre outras, se iniciam em Analândia que abriga incontáveis nascentes. Na verdade, bem poucos lugares dispõem de tamanha concentração de nascedouros de água ainda limpa, verdadeiro tesouro espalhado pela área do município. Se considerarmos que apenas 1% da água disponível no mundo é apropriada ao consumo humano e que grande parte desse 1% já se encontra poluída ou contaminada, podemos avaliar o valor inestimável dessas centenas de nascentes – de água ainda pura – para Analândia e para os municípios que delas se servem.
Presença antiga – Analândia, sem dúvida, deve grande parte de seus encantos às águas. Não só pelo pelos atrativos atuais que a água proporciona, como no Recanto Caixa D’água, um parque municipal muito procurado no verão, que oferece piscina, lago, restaurante, bosques e área para camping, como pelas “esculturas” que essas mesmas águas realizaram na rocha, ao longo do tempo. O Grande Canyon Bocaina é um bom exemplo. Em suas paredes, inscrições rupestres atestam a presença do homem primitivo junto aos encantos naturais da terra.

Cartão postal de Analândia: pico do Cuscuzeiro
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Cidade tem escalada e, para descer, tobograma - O Pico do Cuscuzeiro, pedra cuja visão marca a paisagem urbana, é o cartão postal da cidade. O acesso ao cume só pode ser feito através de escalada com equipamento, razão da rocha ser muito procurada por alpinistas amadores e profissionais de todo o país. Observando-se a pedra, pode-se ver vários rostos. Todo mês de julho o Pico do Cuscuzeiro é palco do Encontro Nacional de Escaladores, um evento que reúne praticantes de escalada de todo o Brasil e agita a cidade durante os três dias do Festival.
Morros e pedras – O Morro do Camelo é uma elevação rochosa que fica em frente ao Pico do Cuscuzeiro mas que, diferentemente deste, pode ser escalado sem necessidade de equipamentos. Suas formas lembram as duas corcovas de um camelo deitado, claro. Do topo, a que se pode chegar a pé, por trilhas, avista-se toda Analândia, o Cuscuzeiro, o Morro do Capitão Brasil e toda a planície ao fundo do vale. Em dias claros ou à noite é possível ver as cidades vizinhas de Corumbataí e Rio Claro. Numa das faces, crianças da cidade inventaram o “tobograma”, originalmente praticado sobre papelão e hoje sofisticado como uma modalidade de esqui na grama, praticado com pranchas de madeirite.